<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d15371126\x26blogName\x3dDestino:+Canad%C3%A1\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dSILVER\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://destino-canada.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://destino-canada.blogspot.com/\x26vt\x3d-4354411323080657729', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

Destino: Canadá

Na base da confiança

Uma das coisas que tenho notado ultimamente aqui é como os Vancouverites (como são chamados os habitantes da cidade) confiam. Simplesmente confiam.

Um exemplo? O Skytrain (metrô). Na entrada das estações há máquinas onde você compra o bilhete de embarque, mas você não precisa apresentar o bilhete em momento algum, ou sequer tem uma catraca. Eles têm a polícia do trânsito que inspeciona muito aleatoriamente os vagões. Eu mesma só tive que aprensentar meu bilhete uma única vez. Não sei se a taxa de caloteiros é alta. Eu diria que não. Eu fico só pensando se fosse assim no Brasil! Ha ha ha. So ia dar caloteiro! Não sei se por isso o preço da passagem é tão caro, de repente já está incluído a taxa dos caloteiros na passagem dos certinhos...

Outra coisa que eu ainda não estou acostumada é receber cheques pelo correio. Eu já tinha ouvido falar disso, que as pessoas mandam cheques pelo correio aqui na América do Norte. Tudo bem que o cheque é nominal, então acho que não tem como outra pessoa descontar ou trocar por dinheiro. Mas é tão estranho! Se fosse no Brasil, duvido que o cheque ia chegar no destinatário.

Quando a gente assinou a televisão a cabo em uma promoção, o cara da instalação pediu um cheque em branco e falou pra eu escrever "void" (nulo) no cheque. Eu estranhei, mas acabei dando o cheque pra ele. Depois fiquei encucada com aquilo. No cheque tem meu endereço, telefone e dados da conta bancária. Fiquei com receio que ele usasse os dados pra outros fins… Pensamento de brasileiro, né?

Essa coisa de dinheiro aqui é bem diferente do Brasil mesmo. Lá todo mundo é reservado com dados financeiros, endereço, telefone, e principalmente número do cartão de crédito, certo? Aqui não. Não precisa de sigilo nenhum! Voce passa o número do seu cartao pelo telefone numa boa, e as pessoas dão o número pra qualquer um, sem problemas. Ninguém imagina que vai ter um mal caráter que pode clonar o seu cartão e te dar um prejuízo danado. As pessoas confiam. Na semana passada o meu vice-diretor me pediu pra comprar sushi pra equipe dele (e isso é papo pra outra postagem!). Ele me deu o cartão de crédito dele e mandou eu assinar a notinha! Eu arregalei o olhão, claro. O pior é que a mulher do restaurante nem conferiu a assinatura! E não teve o menor problema.

Sinceramente, é tudo muito estranho! Não sei se vou me acostumar com esse excesso de confiança que todo mundo tem aqui. Isso é só pra mostrar um pouquinho das diferenças culturais que estamos enfrentando.

Marcadores: ,

por Ana Paula às 20:41, ,

Excelente notícia - Meu 1º emprego!

Finalmente, após muita dedicação e esforço, conquistei meu 1º emprego canadense!

Embora seja temporário (4 meses), é muito importante por contar como experiência canadense, trabalhando como prestador de serviços para a IBM Canada. Meu currículo agradece.

Sou da área de TI e meu último cargo foi como analista de suporte. E para abrir meu leque de opções, estava aplicando também para posições como operador de computador, helpdesk e outras vagas consideradas como "entry level".

Checando meu controle na última 6ª-feira, verifiquei que havia aplicado 2 vezes para uma vaga e não tinha obtido respostas. Resolvi ligar para a empresa, fiz uma rápida entrevista com a recrutadora que me chamou para uma entrevista na 2ª-feira no escritório. Foi quando expus melhor minha experiência e ela me ofereceu outra vaga, que se encaixava melhor no meu perfil. Saiu da sala por alguns minutos e me apresentou o que ela tinha em mente. Achei interessante e na manhã seguinte fiz a entrevista no cliente (IBM Canada). Na mesma da 3ª-feira fui informado de que eu havia sido o candidato escolhido.

Começo na próxima 3ª-feira, dia 26, com um cargo de coordenação. Meu currículo fica ainda mais agradecido.

Depois escrevo mais sobre o processo de busca pelo emprego, experiências e conclusões.

Quero agradecer a todos pela torcida, incentivo, dicas enviadas, enfim, pela ajuda e força.

por André às 09:34, ,

Quatro meses

Amanhã faz quatro meses que chegamos no Canadá. Na verdade não tenho muito o que escrever aqui, nem muito tempo pra fazer um texto bacana, mas queria deixar registrado aqui mais este marco. Cada dia que passa, cada semana, cada mês, é motivo pra comemorar. Como vocês viram no post anterior, não tem sido fácil, mas temos fé que tudo vai se encaixar no tempo certo.

Depois eu queria escrever mais sobre o assunto anterior. Quando eu conseguir um tempinho eu faço isso.

Pra comemorar, vou deixar aqui umas fotos que tiramos em Horseshoe Bay, uma baía que fica em West Vancouver. Tem umas duas semanas que fomos lá, fez um dia lindo - coisa não muito frequente ultimamente... ;)

Horseshoe Bay

Horseshoe Bay

Olha o charme dela!

Mamãe e filhota

Marcadores: , ,

por Ana Paula às 19:40, ,

Como um peixe fora d'água

Como pode o peixo vivo
Viver fora da água fria
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria

Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia


foto: like a fish out of water, por colodio, no flickr

Há alguns dias, talvez semanas, venho me debatendo com este sentimento. Achei que seria interessante escrever sobre isso, já que a vida de um imigrante nao é só flores, muito pelo contrário, é bem dificil.

Sem dúvida, não posso negar que tudo que já conquistamos aqui foram grandes realizações. Quando eu páro pra pensar na época em que estavamos apenas esperando a tal carta do Consulado, o desejo enorme que tinhamos de chegar aqui e recomeçar a nossa vida, realmente percebo que já realizamos muitas coisas, e estou feliz por isso.

Por outro lado, não dá ignorar a intensa carga emocional que uma mudança deste porte apresenta. Acho que só agora, depois de estar relativamente "instalada", é que começo a sentir as verdadeiras mudanças. É quando esta começando a cair a minha ficha de que aqui é o lugar onde vou morar pelos próximos anos, muito provavelmente pelo resto da vida.

Esse sentimento de peixe fora d'água me bateu mais forte na semana passada, quando comecei a trabalhar. Só pra dar um exemplo, eu tenho ficado irritada por ter que falar inglês. Pode parecer ridículo, e talvez seja mesmo. Mas me dá um nervoso ter que falar em inglês o tempo todo. Quando viro pra alguém pra perguntar alguma coisa, tem que ser inglês. Até mesmo os termos técnicos que eles usam, eu não sei direito, e tenho que aprender. É um esforco mental o dia inteiro. A cabeça fica literalmente cansada e tem horas que só da vontade de gritar em português e perguntar se alguém me entende. De repente o que era legal agora não é mais. Eu, que me julgava tão fluente, fico engasgada e tropeçando na hora de falar. Eu só queria poder falar a minha língua e ser entendida.

A cultura da empresa é totalmente diferente. Tudo bem, talvez eu tivesse o mesmo estranhamento se tivesse mudado de emprego no Brasil. E espero que seja somente uma fase de adaptação mesmo.

Tem coisas que nem eu sei explicar como sinto. De repente a saudade da família é maior, e eu já conto nos dedos os dias que faltam pra dezembro chegar (meus pais vêm nos visitar). Nao é fácil.

Apesar de tudo, nao estou infeliz. Eu estou feliz, como já disse, pois tudo isso está sendo uma grande realização. Porém, tem as partes ruins sim, e essa fase de adaptação é bem chatinha. Eu sabia que era difícil, mas você conhece aquele ditado "fácil falar, difícil fazer"? É assim mesmo... A gente só descobre como é difícil quando passa pela situação. Eu tenho certeza de que essa é apenas uma fase. Não é nada legal se sentir deslocado no mundo. Espero um dia poder me sentir "em casa", como o Gold diz estar se sentindo, sete meses depois de chegar aqui.


PS: Pra quem é meu leitor no Simples Assim, o site ainda está fora do ar. Eu já não sei mais o que fazer pra ir atrás do meu suporte! Tô só esperando o site voltar pra migrar de servidores.

Marcadores: ,

por Ana Paula às 19:21, ,

Acabou a moleza

Faz tempo que eu não escrevo aqui! E acho que daqui pra frente vai ficar cada vez mais complicado. Ontem eu comecei a trabalhar!

O que eu não contei aqui foi que depois que tive aquela primeira oferta de emprego, na semana seguinte eu fiz uma entrevista e ganhei outra oferta. A segunda era bem melhor que a primeira, a empresa super bacana, bem estabelecida e conhecida em Vancouver. Eu não podia recusar, né?

Eu preparei um texto enorme pro meu outro blog, mas ele está fora do ar agora, pra minha indignação (eu tenho que trocar de servidor o quanto antes!).

Abrindo outro parêntesis, eu tenho achado dificuldade de saber o que escrever aqui e o que escrever no Simples Assim. É provável que um dia o Destino Canadá fique como um arquivo e eu só escreva por lá... não sei ainda. Por enquanto ainda estamos aqui.

Bem, só pra vocês não dizerem que eu abandonei esse cantinho, eu vou publicar aqui o que eu tinha preparado pro Simples Assim, ok? Quando o site voltar ao ar, eu publico lá também.

*****


Ontem eu comecei a trabalhar. Foi uma sensação estranha ter que levantar cedo, me vestir e sair de casa. Eu já estava "de férias" há cerca de cinco meses, acho que já tinha me acostumado com a vida "mole". ;)

Cheguei no escritório e fui apresentada aos demais funcionários. A Laura (não a minha filha, mas uma colega que exerce a mesma função que eu) se encarregou de me explicar algumas coisas, como o cartão de ponto e o horário flexível. Aliás, eu adorei essa coisa de cada um fazer o seu horário! São 40 horas semanais, e cada um pode escolher a hora que chega e que sai, com tanto que o serviço fique pronto e os prazos sejam cumpridos.

Na parte da manhã eu fiquei me interando dos procedimentos da empresa. Como cada funcionário exerce seu papel e o que é esperado de mim, como coordenadora de projeto. Pra quem ainda não sabe, eu trabalho com internet e essa empresa é uma agência de desenvolvimento web - ou seja, uma empresa que faz sites para outras empresas. Lá tem designers, programadores, "codificadores", os diretores, os gerentes de conta (quem faz a venda com o cliente) e os coordenadores de projeto, que são aqueles que intermediam com o cliente e a empresa depois que o design já é aprovado. Parte da minha função também é inserir o conteúdo nas páginas dos sites.

Ontem eu também fiquei sabendo que o almoço só é meia hora não-remunerado. Aqui você recebe o que você trabalha, e o salário é por hora. Muita gente come nas mesas mesmo, enquanto trabalha. Alguns tiram uns minutos de descanso, tudo contabilizado pelo cartão de ponto. Essa foi outra novidade pra mim, eu nunca tinha trabalhado com cartão de ponto.

Ontem mesmo eu já botei a mão na massa. A Laura me disse que ainda não vão me passar projetos para coordenar, por enquanto eu vou ajudar as outras coordenadoras (agora somos cinco, comigo) nos projetos delas. Hoje também foi a mesma coisa, trabalhei em três sites diferentes!

Outra coisa que eu ainda vou ter que me acostumar é contabilizar tudo que eu fizer. Eles mantém planilhas de controle de horário para cada projeto. Isso porque o cliente paga pelas horas e todo mundo tem que controlar o tempo que gasta pra cada atividade. Quando o meu antigo chefe souber disso, vai rir de mim! Ele sempre quis implementar esse esquema onde eu trabalhava antes e eu sempre fui contra. Agora vou ter que me adaptar.

Ainda não deu pra perceber o clima entre os funcionários. Todo mundo fica muito concentrado no trabalho, mal levantam pra ir no banheiro ou beber água. O pouco que tive oportunidade de conhecer, parecem-me pessoas bem bacanas. Eu acho que vou me dar bem lá.

Marcadores:

por Ana Paula às 20:51, ,

Quem somos

Ana Paula e André

Ela, carioca, ele, paulistano. Deixaram a violência e falta de perspectiva no Rio de Janeiro para buscar novos desafios e esperança de um futuro melhor para sua filhinha em Vancouver, no Canadá.

Sobre o blog

O blog foi criado com intenção de registrar e compartilhar o processo da mudança, desde as primeiras pesquisas até sabe-se lá quando. Para informações sobre o processo de imigração Federal Skilled Worker para o Canadá, por favor visite os arquivos do nosso blog.

Chegamos no Canadá em fevereiro de 2007.
    Ontem: Rio de Janeiro
    Hoje: Vancouver, British Columbia
    Processo: Federal Skilled Worker

web blog

Assine o blog
Assine por e-mail

Text Link Ads

Atalhos

Posts recentes

Leitura obrigatória

Vancouver, BC, Canadá

Sites úteis

De lá

De cá

Arquivo

Powered By

Powered by Blogger
make 
money online blogger templates
eXTReMe Tracker


Website Counters

Foto: Stanley Park e Downtown Vancouver, de Warwick Patterson, no Flickr.